Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 77 anos em Brasília

Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 77 anos em Brasília

Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 77 anos em Brasília

O ex-ministro Raul Jungmann morreu na noite deste domingo (18), em Brasília (DF), aos 77 anos. Ele estava internado no hospital DF Star em decorrência de um câncer de pâncreas. Após um período de internação, havia retornado para casa, onde recebia acompanhamento médico em cuidados paliativos, mas apresentou piora no quadro de saúde ao longo do fim de semana.

Jungmann teve participação ativa no movimento Diretas Já, período em que era filiado ao MDB, partido ao qual permaneceu vinculado entre 1972 e 1994. Com a redemocratização do país, passou a integrar o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, posteriormente, esteve entre os fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), legenda à qual permaneceu filiado até março de 2018.

Em 1996, foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para o cargo de ministro extraordinário de Política Fundiária. No ano anterior, havia sido admitido por FHC na Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador especial, sendo promovido, em março de 1999, ao grau de Grande-Oficial. Em novembro daquele ano, a função foi oficialmente estruturada como Ministério do Desenvolvimento Agrário, pasta que comandou até 2002.

Em 2011, por indicação do senador Aécio Neves, Jungmann assumiu o posto de conselheiro da Light S.A., empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Mais tarde, por indicação do então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, passou a integrar os conselhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Prodam/SP, empresa municipal de tecnologia da informação.

Em maio de 2016, foi convidado pelo então presidente Michel Temer a assumir o Ministério da Defesa, comandando uma das áreas mais estratégicas do governo federal em um período de instabilidade política. Sua atuação à frente da pasta foi marcada pelo diálogo com as Forças Armadas.

Em outubro daquele ano, teve a exoneração publicada em edição extra do Diário Oficial da União, mas o afastamento durou apenas 24 horas e teve caráter formal. A medida permitiu que reassumisse temporariamente o mandato de deputado federal, condição necessária para manter sua posição como suplente na Câmara dos Deputados, vinculada ao mandato do então ministro da Educação, Mendonça Filho. O Ministério da Defesa esclareceu, à época, que o procedimento atendia às exigências constitucionais e regimentais.

Em fevereiro de 2018, ainda no governo Temer, Jungmann retornou ao primeiro escalão ao assumir o comando do recém-criado Ministério da Segurança Pública. A pasta passou a concentrar a coordenação de órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o sistema penitenciário federal e as políticas nacionais de segurança pública e justiça criminal. Com a mudança de governo, em janeiro de 2019, o ministério foi extinto por medida provisória do presidente Jair Bolsonaro, que incorporou sua estrutura ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, então chefiado pelo ex-juiz federal Sergio Moro.

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