Organizações cobram novas audiências públicas sobre projeto da CMPC no Sul do Estado

Organizações cobram novas audiências públicas sobre projeto da CMPC no Sul do Estado

Organizações cobram novas audiências públicas sobre projeto da CMPC no Sul do Estado

Entidades socioambientais formalizaram, na quarta-feira (28), junto à Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepam), um pedido para ampliar o número de audiências públicas relacionadas ao licenciamento da nova unidade industrial da CMPC Celulose, prevista para ser instalada em Barra do Ribeiro. A solicitação inclui a realização de encontros também em Porto Alegre, Viamão e outros municípios da Região Metropolitana, diante dos impactos que o empreendimento poderá gerar além dos limites do município-sede.

Um dos principais pontos levantados no documento é a localização do emissário de efluentes líquidos da fábrica, projetado para operar a cerca de 3,5 quilômetros de Belém Novo, na zona sul da Capital, nas proximidades de futuras estações de captação e tratamento de água do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). As entidades também demonstram preocupação com o volume diário de despejo, estimado em 240 mil metros cúbicos, contendo substâncias consideradas tóxicas, número que supera o total de efluentes atualmente gerados por Porto Alegre.

Para esta quinta-feira (29), está prevista uma audiência pública em Barra do Ribeiro para tratar do licenciamento ambiental da planta. No entanto, os grupos afirmam que os efeitos do projeto devem atingir de forma ampla a Bacia Hidrográfica do Rio Guaíba e a Laguna dos Patos, áreas estratégicas para o abastecimento de água de Porto Alegre, da Região Metropolitana e da Costa Doce.

O pedido também ressalta os possíveis impactos das emissões atmosféricas da futura unidade, que deverá se tornar a maior indústria de celulose do Sul do país e um dos maiores empreendimentos industriais do Rio Grande do Sul. De acordo com as entidades, a dispersão de poluentes poderá alcançar municípios como Barra do Ribeiro, Porto Alegre, Viamão e outras cidades da região.

No ofício encaminhado à Fepam, é destacado que os impactos ambientais e sociais extrapolam os limites territoriais de Barra do Ribeiro, tanto pela circulação de poluentes quanto pela complexa logística necessária para o funcionamento da fábrica.

O documento ainda aponta que comunidades indígenas, pescadores e populações tradicionais da área de influência do projeto podem ser diretamente atingidos. Por isso, as entidades defendem que esses grupos sejam ouvidos e tenham garantida a participação em audiências públicas também em outros municípios.

As organizações pedem que a Fepam, com apoio dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, promova novas audiências com ampla divulgação, garantindo participação popular e acesso às informações técnicas, de acordo com a dimensão dos impactos socioambientais do empreendimento.


Foto Créditos / Sul 21

Organizações cobram novas audiências públicas sobre projeto da CMPC no Sul do Estado

Compartilhe:

FALE CONOSCO! (51) 99988-0363